Punk 

vanspompeia:

Pompeia beijou-o novamente e segurando-o pela mão encaminhou-se até a cama do local - Você pode deitar aqui comigo se quiser… Ou pode voltar ao convés e ficar observando a noite e pensar o quão heroico você foi… - ela sorriu e se deitou, o vestido era confortável diferente das roupas de pirata que a mesma usava a algumas horas atrás. Dunk se deitou ao seu lado e ela sorriu, pensando alto - Só sei que nunca mais vou dar minha vida a pirataria, mas eu posso jurar uma coisa, uma coisa que envolva um pirata, que envolva você. Eu posso jurar ser sua até quando você quiser - ela disse passando a mão nos cabelos dele. Esperava que ele aceitasse a proposta, quem sabe um dia, ela o fazia mudar.

- Eu acho isso ótimo. - Digo e me aproximo para beijá-la mais profundamente do que antes. Seus lábios ainda tinham gosto de sal e ela ainda tinha um pouco de dificuldade para respirar devido à quantidade de água que engolira. Me afasto alguns centímetros e tiro o cabelo dela do rosto. - Mas você precisará ficar no navio. - Falo. - Se te deixar no vilarejo agora, algum dos homens de Voncova tentará te pegar. Você precisa ficar aqui, pelo menos por um tempo, sob minha proteção. - Termino e olho fixamente para ela. - Você concorda? 

(Source: dunkdonavein, via vanspompeia-deactivated20120914)


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Punk 

vanspompeia:

dunkdonavein:

Termino de fechar o espartilho dela com vontade de arrancá-lo logo depois. Ela era linda e eu não conseguia vê-la sem que a vontade de possuí-la me dominasse. Dou um suspiro, eu não tocaria nela hoje. Podia ser um capitão pirata frio e cretino, mas uma pequena parte de mim, lá no fundo, ainda sabia como respeitar as mulheres de vez em quando. Num passado muito distante, eu havia aprendido tudo isso. Pompeia se vira para mim novamente e eu passo meus braços pela sua cintura, trazendo-a para mais perto de mim. - Como você se sente? - Pergunto.

- Muito melhor agora - ela respondeu sincera passando os braços pelo pescoço do pirata - Mas, me responda Dunk Donavein, o que te deu na cabeça ao me salvar? Pensei que eu fosse apenas mais uma para você… e como sabia que aquilo ia acontecer? - ela estava cheia de perguntas, mas o que queria mesmo era deitar ao lado de Dunk numa cama e abraça-lo sabendo que poderia dormir em paz. A morena o olhava feliz e infeliz ao mesmo tempo, ela realmente o amava, mas sabia que não poderia dizer isso a ele, porque piratas realmente não se importavam com essas coisas e quebrar seu coração era a última coisa a fazer vinda da lista de “quase morri, mas aqui estou eu”.

Aperto as mãos em seu quadril. - Não faça tantas perguntas. - Peço, dando-lhe um beijo breve. - Eu tinha a obrigação de te salvar. Você era inicialmente uma espiã no meu navio, mas mudou de lado. - Sorrio levemente e levanto uma das mãos para soltar o seu cabelo. - Você se tornou leal à mim. Eu precisava te salvar.  E quanto a saber…  Bem, digamos que piratas são todos farinha do mesmo saco. E eu conheço Katherine bem melhor do que você imagina. - Rio e levanto as sobrancelhas levemente. Podia ver a gratidão e o amor brilhando nos olhos da jovem mulher enquanto me fitava, e o pior de tudo: não me senti nem um pouco culpado por saber que nenhum dos sentimentos era recíproco. Ela era linda e eu me sentia atraído por ela, talvez até carinho… Mas amor? Jamais.

(via vanspompeia-deactivated20120914)


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Punk 

vanspompeia:

dunkdonavein:

Entro na minha cabine com alguns cobertores e os jogo em cima da cama. Abro o armário do outro lado do pequeno quarto e tiro de lá algumas vestes. - Espero que sirvam. - Murmuro. Viro-me novamente para ela e ando em sua direção. Coloco as roupas em cima de uma poltrona perto da cama e abaixo-me em frente a Pompeia que está enrolada num cobertor, molhada,  tremendo e chorando. - Shhh. - Pego suas mãos. - Está tudo bem agora. Eu vou cuidar de você aqui. - Prometo. Ela havia passado por muita coisa em lealdade a mim e essa era uma dívida que eu tinha que pagar.

Dunk jogou os cobertores em cima da cama para que ela pudesse se aquecer. Pompeia tremia e chorava, ainda não conseguia acreditar que tinha sido salva. Estava cheia de hematomas e dores musculares, quem diria que Katherine algum dia faria algo tão terrível? Ela encarou as roupas e pediu aos deuses que servissem, tinham alguns vestidos de manga longa e ela se perguntou porque ele os tinha lá. Ela encarou Dunk e ele entendeu a mensagem, não estava com uma aparência descente para um homem ficar a encarando. Saiu dos cobertores completamente nua e começou a vestir as roupas. Depois de terminado chamou o nome dele baixinho e pediu - Feche para mim - e virou de costas para que ele alcançasse aquela parte do espartilho. Os dedos gelados de Dunk a fizeram estremecer, mas ela era forte, e ainda por cima, sentia confiança naqueles dedos.

Termino de fechar o espartilho dela com vontade de arrancá-lo logo depois. Ela era linda e eu não conseguia vê-la sem que a vontade de possuí-la me dominasse. Dou um suspiro, eu não tocaria nela hoje. Podia ser um capitão pirata frio e cretino, mas uma pequena parte de mim, lá no fundo, ainda sabia como respeitar as mulheres de vez em quando. Num passado muito distante, eu havia aprendido tudo isso. Pompeia se vira para mim novamente e eu passo meus braços pela sua cintura, trazendo-a para mais perto de mim. - Como você se sente? - Pergunto.

(via vanspompeia-deactivated20120914)


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Punk 

Entro na minha cabine com alguns cobertores e os jogo em cima da cama. Abro o armário do outro lado do pequeno quarto e tiro de lá algumas vestes. - Espero que sirvam. - Murmuro. Viro-me novamente para ela e ando em sua direção. Coloco as roupas em cima de uma poltrona perto da cama e abaixo-me em frente a Pompeia que está enrolada num cobertor, molhada,  tremendo e chorando. - Shhh. - Pego suas mãos. - Está tudo bem agora. Eu vou cuidar de você aqui. - Prometo. Ela havia passado por muita coisa em lealdade a mim e essa era uma dívida que eu tinha que pagar.


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~~zerando~~ 


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Dunk&Henry 

the-queen-annes-revenge:

dunkdonavein:

Pondero por alguns instantes e analiso o rapaz cuidadosamente com o olhar. Não havia vestígios de mentira em seu tom de voz, muito menos em seu olhar que permanecia firme. Mesmo assim, dou um passo a frente e desfiro um tapa em seu rosto. Vejo a agitação da tripulação restante na parte inferior do navio, mas volto um passo para trás. - Eu acredito em você. - Digo, olhando-o meio desdenhoso, observando sua reação. - Mas não pense que eu te perdoei. Era sua obrigação saber desse pequeno detalhe assim que entrou para a tripulação. Tolero muitas coisas nesse navio, mas não isso. - Me afasto mais um pouco. - Não me dê motivos para me desfazer de você, Henry.

Dunk deu um passo a frente e eu pude prever seu movimento, porém nada fiz para evitar o tapa que seguiu. Uma dor cruzou meu rosto, contudo permaneci imóvel. O gosto metálico do sangue pairava em minha boca, afinal, havia mordido minha língua. Engoli. Pensei, então, o que seria de mim caso ele descobrisse de meu envolvimento com Lopie ou com Tyra, ou até mesmo aquela vez, com Vancova. Senti-me nauseado por minha própria atitude. Decidi que apenas me daria ao luxo de sair com prostitutas. Minha atenção voltou-se para a movimentação na parte inferior e semicerrei os olhos, mordendo o maxilar. Fitei Dunk. - Não vai acontecer novamente. - Endireitei minha postura. - Isso é uma promessa, Capitão. Estou dispensado ou a algo mais que queira tratar comigo?

Sorrio levemente satisfeito. Era isso que eu queria. Que ele não me contrariasse. Seria quase lamentável ter que me desfazer do garoto. Olho-o firmemente por mais alguns segundos, deixando o semblante sério novamente. - Está dispensado. - Digo, e ele se vira para ir embora. - Mas Scarr… - Chamo-o novamente e ele se vira. - Eu estou de olho em você. - Sorrio perigosamente e aceno com a cabeça, indicando que já havia acabado. 

Dou passos à frente e olho para a pequena multidão na parte de baixo do navio. - O que vocês estão fazendo? - Pergunto. - O navio sairá em pouco tempo. Não tem coisas mais importantes para resolver até lá? - Esbravejo e vejo a aglomeração se dissipar. 

(via henryscarr)


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tags: •dsclp a demoravdd

(flashback) 

voncova:

dunkdonavein:

voncova:

dunkdonavein:

voncova:

dunkdonavein:

voncova:

Eu não suportava mais meus dias naquela maldita aldeia e tudo que queria era sair de lá o mais depressa possível, mas nunca conseguia. Primeiro, meu pai doente, junto com a falta de dinheiro para conseguir um barquinho qualquer e tudo mais que eu precisaria. Andava pela aldeia pensando numa solução para meus problemas, mas não havia nenhuma. Eu só gostaria de navegar pelo mundo com meu pai, mas pelo que os médicos diziam, ele não suportava direito a vida na terra, quanto mais no mar. Chutei uma pedrinha pequena, frustrada. A pequena pedra parou nos pés de alguém. Olhei para cima, pronta para me desculpar e então o vi pela primeira vez. Um ou no máximo dois anos mais velho do que eu, cabelos escuros espetados e um olhar claro e hipnotizante. Sorri para ele, me sentindo vermelha, mas tentando erguer a cabeça, pensando: “Se eu quero navegar pelos sete mares, não posso ter vergonha de nada nem ninguém”. Mas nem minha motivação de vida fez com que eu não ficasse corada.

Andava distraidamente pela cidadezinha. Não tinha problemas, nem preocupações. Havia acabado de chegar aqui, minha cidade natal, e ancorado o navio. Minha tripulação era a melhor de todas. Em menos de três anos, já éramos conhecidos e temidos por todos. Meus tripulantes me idolatravam. Eu não tinha nada do que reclamar. Freio os meus pensamentos quando uma pedra surge em meu caminho, literalmente. Se meus reflexos fossem um pouco mais lentos, eu muito provavelmente teria tropeçado. Paro de andar e encaro a pessoa a minha frente. Uma jovem, pouco mais nova que eu, me olhava. As bochechas lindamente coradas provavelmente de vergonha, mas quando encarei seus olhos não havia vestígio nenhum desse sentimento. Tudo o que eu vi ali foi… tristeza e alguma espécie de determinação. Havia um pouco de insegurança, talvez. Chuto a pedra para longe e olho-a por alguns segundos, antes de sorrir. - Você parece meio distraída e um navio pirata acabou de ser ancorado. Não tem medo que um desses piratas use isso contra você? - Pergunto ironicamente. Ela era linda, também. 

Sorri para ele. - Não tenho medo de piratas. - Respondi. E realmente não tinha. Nunca tive. Apenas não iria gostar se algum deles se metesse em meu caminho para me atrapalhar. Mas do jeito que as coisas andavam, nem o melhor pirata do mundo poderia me atrapalhar mais do que eu já estava. E foi aí que eu me enganei. O cara à minha frente sorria de um jeito diferente, como se estivesse querendo me fazer de boba, o que me deixou irritada. Pensei em como nunca o tinha visto ali, mas não me importei. Ele era realmente muito atraente, mas duvidei que me olharia duas vezes. - Não tenho medo de nada, na verdade. - Dei um sorrisinho e cruzei meus braços. - Precisa de alguma ajuda? - Arqueei as sobrancelhas, esperando que ele falasse.

Estreitei os olhos. - Não. Eu não preciso. - Digo, não desviando do seu olhar nem por um instante. - Mas você obviamente precisa… E eu posso te ajudar se quiser. - Falo com a voz mais suave. Eu não queria que ela se afastasse. Observo sua reação e antes que ela possa replicar, pergunto: - Qual é o seu nome? Eu nunca te vi antes.

- Katherine… Voncova. - O observei por um bom tempo. Por quê ele queria saber meu nome? - E o seu, posso saber? - Dei um sorrisinho e continuei o encarando. Normalmente, eu não conversaria com qualquer pessoa por conselhos de meu pai: “Qualquer um pode ser um pirata querendo te matar, Kathy”, mas eu simplesmente queria continuar olhando para seus olhos e me sentir mais arrepiada a cada passo que dava para mais perto de mim.

Penso por alguns instantes e por fim, respondo: - Sou Dunk. Dunk Donavein. - Dou um sorriso. - Já ouvi falar da sua família… Mas não importa. Porque não… damos uma volta? - Sugiro, com o meu melhor sorriso conquistador no rosto. - Como eu disse, talvez eu possa te ajudar com qualquer que seja essa coisa que te incomoda. - Falo.

Dunk Donavein. Já ouvira esse nome em algum lugar, mas os olhos dele me faziam não conseguir pensar. Sorri para ele e o acompanhei. Eu tinha consciência de que não deveria fazer isso, mas eu queria tanto a sua companhia, que a sensação até me assustava. - Me desculpe, mas acho que é impossível resolver qualquer problema meu. Sou uma menina problemática. Do tipo que ninguém quer se meter com. - E era a pior verdade do mundo. A que mais me assombrava. Nenhum menino queria ser visto comigo e nenhuma menina queria ser minha amiga. Ninguém nem aceitava meu trabalho voluntário. Eu era a menina-problema, por ter um pai doente e ser tão revoltada com as coisas que a vida fez comigo.

Dou um sorriso sincero e olho para ela da cabeça aos pés. Linda de doer, cada partícula do meu corpo se sentia atraído por ela. Volto a fitar os seus olhos, podia sentir a convicção dela em cada palavra. - Ah, mas e se eu for do tipo que adora se meter em problemas? - Digo, com a voz sedutora e chego mais perto dela. Percebo que ela não vai falar nada, é orgulhosa demais. Ou no mínimo, sensata. - Vamos lá, já que não vai me falar dos seus problemas, porque não me deixa ajudá-la a esquece-los por um tempo? - Pergunto e seguro seu olhar por mais alguns meros segundos antes de fechar completamente a distância entre nós e beijá-la. Simples assim.


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(flashback) 

voncova:

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Eu não suportava mais meus dias naquela maldita aldeia e tudo que queria era sair de lá o mais depressa possível, mas nunca conseguia. Primeiro, meu pai doente, junto com a falta de dinheiro para conseguir um barquinho qualquer e tudo mais que eu precisaria. Andava pela aldeia pensando numa solução para meus problemas, mas não havia nenhuma. Eu só gostaria de navegar pelo mundo com meu pai, mas pelo que os médicos diziam, ele não suportava direito a vida na terra, quanto mais no mar. Chutei uma pedrinha pequena, frustrada. A pequena pedra parou nos pés de alguém. Olhei para cima, pronta para me desculpar e então o vi pela primeira vez. Um ou no máximo dois anos mais velho do que eu, cabelos escuros espetados e um olhar claro e hipnotizante. Sorri para ele, me sentindo vermelha, mas tentando erguer a cabeça, pensando: “Se eu quero navegar pelos sete mares, não posso ter vergonha de nada nem ninguém”. Mas nem minha motivação de vida fez com que eu não ficasse corada.

Andava distraidamente pela cidadezinha. Não tinha problemas, nem preocupações. Havia acabado de chegar aqui, minha cidade natal, e ancorado o navio. Minha tripulação era a melhor de todas. Em menos de três anos, já éramos conhecidos e temidos por todos. Meus tripulantes me idolatravam. Eu não tinha nada do que reclamar. Freio os meus pensamentos quando uma pedra surge em meu caminho, literalmente. Se meus reflexos fossem um pouco mais lentos, eu muito provavelmente teria tropeçado. Paro de andar e encaro a pessoa a minha frente. Uma jovem, pouco mais nova que eu, me olhava. As bochechas lindamente coradas provavelmente de vergonha, mas quando encarei seus olhos não havia vestígio nenhum desse sentimento. Tudo o que eu vi ali foi… tristeza e alguma espécie de determinação. Havia um pouco de insegurança, talvez. Chuto a pedra para longe e olho-a por alguns segundos, antes de sorrir. - Você parece meio distraída e um navio pirata acabou de ser ancorado. Não tem medo que um desses piratas use isso contra você? - Pergunto ironicamente. Ela era linda, também. 

Sorri para ele. - Não tenho medo de piratas. - Respondi. E realmente não tinha. Nunca tive. Apenas não iria gostar se algum deles se metesse em meu caminho para me atrapalhar. Mas do jeito que as coisas andavam, nem o melhor pirata do mundo poderia me atrapalhar mais do que eu já estava. E foi aí que eu me enganei. O cara à minha frente sorria de um jeito diferente, como se estivesse querendo me fazer de boba, o que me deixou irritada. Pensei em como nunca o tinha visto ali, mas não me importei. Ele era realmente muito atraente, mas duvidei que me olharia duas vezes. - Não tenho medo de nada, na verdade. - Dei um sorrisinho e cruzei meus braços. - Precisa de alguma ajuda? - Arqueei as sobrancelhas, esperando que ele falasse.

Estreitei os olhos. - Não. Eu não preciso. - Digo, não desviando do seu olhar nem por um instante. - Mas você obviamente precisa… E eu posso te ajudar se quiser. - Falo com a voz mais suave. Eu não queria que ela se afastasse. Observo sua reação e antes que ela possa replicar, pergunto: - Qual é o seu nome? Eu nunca te vi antes.

- Katherine… Voncova. - O observei por um bom tempo. Por quê ele queria saber meu nome? - E o seu, posso saber? - Dei um sorrisinho e continuei o encarando. Normalmente, eu não conversaria com qualquer pessoa por conselhos de meu pai: “Qualquer um pode ser um pirata querendo te matar, Kathy”, mas eu simplesmente queria continuar olhando para seus olhos e me sentir mais arrepiada a cada passo que dava para mais perto de mim.

Penso por alguns instantes e por fim, respondo: - Sou Dunk. Dunk Donavein. - Dou um sorriso. - Já ouvi falar da sua família… Mas não importa. Porque não… damos uma volta? - Sugiro, com o meu melhor sorriso conquistador no rosto. - Como eu disse, talvez eu possa te ajudar com qualquer que seja essa coisa que te incomoda. - Falo.


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voncova:

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voncova:

Eu não suportava mais meus dias naquela maldita aldeia e tudo que queria era sair de lá o mais depressa possível, mas nunca conseguia. Primeiro, meu pai doente, junto com a falta de dinheiro para conseguir um barquinho qualquer e tudo mais que eu precisaria. Andava pela aldeia pensando numa solução para meus problemas, mas não havia nenhuma. Eu só gostaria de navegar pelo mundo com meu pai, mas pelo que os médicos diziam, ele não suportava direito a vida na terra, quanto mais no mar. Chutei uma pedrinha pequena, frustrada. A pequena pedra parou nos pés de alguém. Olhei para cima, pronta para me desculpar e então o vi pela primeira vez. Um ou no máximo dois anos mais velho do que eu, cabelos escuros espetados e um olhar claro e hipnotizante. Sorri para ele, me sentindo vermelha, mas tentando erguer a cabeça, pensando: “Se eu quero navegar pelos sete mares, não posso ter vergonha de nada nem ninguém”. Mas nem minha motivação de vida fez com que eu não ficasse corada.

Andava distraidamente pela cidadezinha. Não tinha problemas, nem preocupações. Havia acabado de chegar aqui, minha cidade natal, e ancorado o navio. Minha tripulação era a melhor de todas. Em menos de três anos, já éramos conhecidos e temidos por todos. Meus tripulantes me idolatravam. Eu não tinha nada do que reclamar. Freio os meus pensamentos quando uma pedra surge em meu caminho, literalmente. Se meus reflexos fossem um pouco mais lentos, eu muito provavelmente teria tropeçado. Paro de andar e encaro a pessoa a minha frente. Uma jovem, pouco mais nova que eu, me olhava. As bochechas lindamente coradas provavelmente de vergonha, mas quando encarei seus olhos não havia vestígio nenhum desse sentimento. Tudo o que eu vi ali foi… tristeza e alguma espécie de determinação. Havia um pouco de insegurança, talvez. Chuto a pedra para longe e olho-a por alguns segundos, antes de sorrir. - Você parece meio distraída e um navio pirata acabou de ser ancorado. Não tem medo que um desses piratas use isso contra você? - Pergunto ironicamente. Ela era linda, também. 

Sorri para ele. - Não tenho medo de piratas. - Respondi. E realmente não tinha. Nunca tive. Apenas não iria gostar se algum deles se metesse em meu caminho para me atrapalhar. Mas do jeito que as coisas andavam, nem o melhor pirata do mundo poderia me atrapalhar mais do que eu já estava. E foi aí que eu me enganei. O cara à minha frente sorria de um jeito diferente, como se estivesse querendo me fazer de boba, o que me deixou irritada. Pensei em como nunca o tinha visto ali, mas não me importei. Ele era realmente muito atraente, mas duvidei que me olharia duas vezes. - Não tenho medo de nada, na verdade. - Dei um sorrisinho e cruzei meus braços. - Precisa de alguma ajuda? - Arqueei as sobrancelhas, esperando que ele falasse.

Estreitei os olhos. - Não. Eu não preciso. - Digo, não desviando do seu olhar nem por um instante. - Mas você obviamente precisa… E eu posso te ajudar se quiser. - Falo com a voz mais suave. Eu não queria que ela se afastasse. Observo sua reação e antes que ela possa replicar, pergunto: - Qual é o seu nome? Eu nunca te vi antes.


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(flashback) 

voncova:

Eu não suportava mais meus dias naquela maldita aldeia e tudo que queria era sair de lá o mais depressa possível, mas nunca conseguia. Primeiro, meu pai doente, junto com a falta de dinheiro para conseguir um barquinho qualquer e tudo mais que eu precisaria. Andava pela aldeia pensando numa solução para meus problemas, mas não havia nenhuma. Eu só gostaria de navegar pelo mundo com meu pai, mas pelo que os médicos diziam, ele não suportava direito a vida na terra, quanto mais no mar. Chutei uma pedrinha pequena, frustrada. A pequena pedra parou nos pés de alguém. Olhei para cima, pronta para me desculpar e então o vi pela primeira vez. Um ou no máximo dois anos mais velho do que eu, cabelos escuros espetados e um olhar claro e hipnotizante. Sorri para ele, me sentindo vermelha, mas tentando erguer a cabeça, pensando: “Se eu quero navegar pelos sete mares, não posso ter vergonha de nada nem ninguém”. Mas nem minha motivação de vida fez com que eu não ficasse corada.

Andava distraidamente pela cidadezinha. Não tinha problemas, nem preocupações. Havia acabado de chegar aqui, minha cidade natal, e ancorado o navio. Minha tripulação era a melhor de todas. Em menos de três anos, já éramos conhecidos e temidos por todos. Meus tripulantes me idolatravam. Eu não tinha nada do que reclamar. Freio os meus pensamentos quando uma pedra surge em meu caminho, literalmente. Se meus reflexos fossem um pouco mais lentos, eu muito provavelmente teria tropeçado. Paro de andar e encaro a pessoa a minha frente. Uma jovem, pouco mais nova que eu, me olhava. As bochechas lindamente coradas provavelmente de vergonha, mas quando encarei seus olhos não havia vestígio nenhum desse sentimento. Tudo o que eu vi ali foi… tristeza e alguma espécie de determinação. Havia um pouco de insegurança, talvez. Chuto a pedra para longe e olho-a por alguns segundos, antes de sorrir. - Você parece meio distraída e um navio pirata acabou de ser ancorado. Não tem medo que um desses piratas use isso contra você? - Pergunto ironicamente. Ela era linda, também. 


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